Por uma prática dialógica de leitura na universidade: contribuições para formação do sujeito-leitor-responsivo

Fundamentado na epistemologia do dialogismo e inserido no campo do saber da Linguística Aplicada, “Por uma prática dialógica de leitura na Universidade: contribuições para formação do sujeito-leitor-responsivo” é um estudo que visa compreender como a prática de leitura do Pensar Alto em Grupo (PAG) contribui para a formação de sujeitos críticos e responsivos. Nessa trama, que se inspira nas reflexões Freirianas, apresentam-se caminhos de legitimação da voz dos alunos na construção dos sentidos, por meio de uma prática democrática de leitura. Ambientada em um contexto de ensino remoto, gerado pela pandemia da COVID-19, a pesquisa foi realizada em um curso de extensão, vinculado a uma Universidade pública do Estado do Tocantins, e teve como participantes sete alunas, além do professor mediador. Os dados, bem como as análises, indicaram que a prática do PAG se apresenta como promissora na formação de sujeitos leitores críticos e responsivos, além de promover a construção dos sentidos de maneira colaborativa por meio do processo de co-construção.

Autoria

Professor da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS) Doutorando em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL) pela Pontífice Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestre em Letras pela Universidade Federal do Tocantins. Graduado em Letras: língua portuguesa e respectivas literaturas pela mesma instituição. Coordenador do Grupo de Estudos de Práticas de Letramento (GEPEL – UNITINS). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Práticas de letramento e ensino; Letramento Acadêmico: Leitura e escrita na Universidade; Gêneros Textuais e Educação do Campo. E-mail: dimas.hp@unitins.br

Sumário

Prefácio
Apresentação
Capítulo 1
Linguagem e interação
1.1 Concepções de linguagem
Capítulo 2
Linguística Aplicada: montando uma colcha de retalhos
2.1 Representações metafóricas: definições de LA em textos inaugurais
2.2 Aproximações entre os sabres e grupos sociais: tecendo colchas de retalhos
Capítulo 3
Os estudos sobre letramentos, teorias sobre o ensino da leitura e suas interfaces com o Pensar Alto em Grupo
3.1 Os estudos sobre os letramentos
3.2 O professor enquanto agente de letramento
3.3 Modelos cognitivos de leitura
3.4 Discussão acerca do conceito de inferência
3.5 O Pensar Alto em Grupo: surgimento do desenho metodológico
3.6 Pensar Alto em Grupo – uma prática híbrida de Letramento
3.7 O PAG e suas relações com o dialogismo e a perspectiva sociocultural
3.8 A prática do Pensar Alto em Grupo e as reflexões de Paulo Freire: a leitura e a construção de sujeitos-leitores-responsivos na contemporaneidade
3.9 O Pensar Alto em Grupo e o pensamento metafórico
3.10 A leitura no mundo digital
Capítulo 4
Percurso metodológico: um desenho do caminho percorrido
4.1 Algumas considerações sobre a abordagem qualitativa
4.2 Pesquisa-ação
4.3 Pensar Alto em Grupo: o processo de geração de dados
4.4 Diário de leitura
4.5 Das transcrições
4.6 Do contexto de pesquisa
Capítulo 5
Discussão e análise dos dados
5.1 “Tecendo a manhã”: análise da primeira vivência
5.2 A orquestração de vozes na construção dos sentidos: análises dos diários de leitura da primeira vivência
5.3 Diário do pesquisador – O cantar dos galos
5.4 Mineirinho: análise da terceira vivência
5.5 Análise dos diários reflexivos da segunda vivência
5.6 Diários do pesquisador – “Mineirinho”
Considerações finais
Referências
Índice remissivo