Letramento e resistência: caminhos para uma educação decolonial
Letramento e resistência: caminhos para uma educação decolonial
Este livro, fruto de uma pesquisa de mestrado, teve como objetivo investigar como práticas de Letramento Crítico e Decolonialidade podem promover uma formação mais reflexiva e transformadora no ensino de Língua Portuguesa. Desenvolvida com uma turma do 3º ano do Ensino Médio em uma escola pública de Palmeira dos Índios – AL, entre agosto e dezembro de 2022, a pesquisa-ação utilizou os gêneros Poetry Slam e Fotodenúncia em oficinas pedagógicas para discutir temáticas como racismo e vulnerabilidade econômica. A partir de entrevistas, produções escritas e diários reflexivos, identificou-se que essas práticas possibilitaram mudanças de pensamento, fortalecimento da empatia, maior consciência dos direitos e deveres e uma participação social mais ativa, apontando caminhos para uma educação comprometida com a justiça social.
Natália Luczkiewicz da Silva
Doutoranda e mestra em Linguística, na linha de pesquisa Linguística Aplicada, pelo Programa de Pós-graduação em Linguística e Literatura da Universidade Federal de Alagoas (PPGLL/UFAL). Especialista em Linguística Aplicada pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Graduada em Letras Português pela Universidade Estadual de Alagoas. Atuou como professora do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena de Alagoas (CLIND-AL). É membro do Grupo de Estudos em Letramentos, Educação e Transculturalidade (LET). É membro da Associação Brasileira de Linguística Aplicada (ALAB). Desenvolve pesquisas na área de Letras, com ênfase nos estudos decoloniais, letramento, interculturalidade, gêneros textuais e formação de professores.
PREFÁCIO
O AFETO COMO VERBO, O LETRAR COMO LUTA, OS NÓS COMO SEMENTES
APRESENTAÇÃO
CAPÍTULO 1 – ABRINDO OS TRABALHOS: HISTÓRIAS QUE IMPORTAM
CAPÍTULO 2 – APRENDIZAGEM AFETIVA
2.1 Educação transformadora: a formação do aluno cidadão
2.2 Letramento crítico: como ler além das palavras?
2.3 Letramento crítico para quem?
2.4 Letramento de (re)existência em lócus
CAPÍTULO 3 – O MITO DA MODERNIDADE
3.1 Decolonizando corpos e mentes
3.2 Decolonialidade como filosofia de vida
3.3 Três teorias, um propósito
3.4 Saberes glocais: LA crítica e decolonial
CAPÍTULO 4 – CAMINHOS PARA UMA PRÁTICA TRANSFORMADORA (?)
4.1 Pesquisa-ação: conhecer para agir
4.2 O “primeiro contato”
4.3 Quem fez acontecer?
4.4 Instrumentos para a construção do material analítico
CAPÍTULO 5 – TRILHANDO PERCURSOS FRONTEIRIÇOS
5.1 Se uma imagem vale mais que mil palavras, imagine um álbum completo
5.1.1 Retrato 1 – Não gostaria de passar por essa situação
5.1.2 Retrato 2 – Devem lutar por seus direitos até o fim
5.1.3 Retrato 3 – Nunca prestei atenção
5.1.4 Retrato 4 – A constituição assegura
5.1.5 Retrato 5 – Isso é muito vergonhoso
5.2 Com vocês: o poetry slam
5.2.1 Faixa 1 – O racismo é uma ferida que dói até na alma
5.2.2 Faixa 2 – Maldita normatividade
5.2.3 Faixa 3 – Para você, branco
5.2.4 Faixa 4 – Vamos olhar para o coração
5.2.5 Faixa 5 – Verás que um negro não foge à luta
CAPÍTULO 6 – O AFETO SE FEZ VERBO

